Leitura  e arte
Leiturartes
Boa tarde! Sábado 22 de Setembro de 2018  -   Passagem das Pedras, Picos - Piauí

Postado em: 29/07/2018 - Por: Ilumina.org.br - Visitas: 67

Excelente matéria dos dados históricos da Eletrobras Piauí

Vejam se é razoável e honesto classificar a Eletrobras como ineficiente como tem sido as declarações do Dr. Wilson Ferreira

Vejam os investimentos feitos depois de 1997, quando, resultado de um plano de privatização mal feito, a empresa cai nas costas da Eletrobras.

Excelente matéria dos dados históricos da Eletrobras Piauí

Esqueçam a polarização estatal x privado. Examinem o caso da CEPISA e vejam se, contando a história desde o início, a sociedade brasileira está realmente lucrando com essa maneira estranha de privatizar.

Leiam sobre a história dessa distribuidora de energia de um estado pobre do nordeste. Vejam se é razoável e honesto classificar a Eletrobras como ineficiente como tem sido as declarações do Dr. Wilson Ferreira, justamente o presidente da Eletrobras.

Vejam os investimentos feitos depois de 1997, quando, resultado de um plano de privatização mal feito, a empresa cai nas costas da Eletrobras. Que empresa privada suportaria os desafios?

Reparem que o compromisso era privatizar, mas o poder político (não a Eletrobras) descumpriu o prometido. Mesmo assim, justamente por ter lucratividade nas suas outras atividades, a Eletrobras continuou investindo pesadamente na CEPISA.  De 2010 até 2017 o total atingiu R$ 2,3 bilhões. Foram "apenas" 29.000 km de linhas e 11 subestações acrescidas no período.

Todos os dados oriundos do "informe aos investidores" na página da Eletrobras e corrigidos pelo IPCA!

Infelizmente, por adotar o caminho fácil de não enfrentar os erros e os ganhos de grupos poderosos, a MP 579 resolveu baixar tarifas às custas da Eletrobras.

A Eletrobrás não consegue ser, ao mesmo tempo, o Luz para Todos, o quebra galho de privatização errada, a parceira minoritária amiga, a que dá bolsa MW no mercado livre e a que reduz tarifa sozinha.

Deu no que deu! Infelizmente a mídia nunca conta a história toda.

1914

De 1914 a década de 1960, o Piauí dispõe apenas de núcleos precários e isolados de geração e de distribuição de energia por meio de usinas termelétricas a lenha ou a óleo diesel, com fornecimento para zonas urbanas durante poucas horas da noite.

Na capital, Teresina, o suprimento é feito pelo Instituto de Águas e Energia Elétrica - IAEE e, no interior do estado, é de responsabilidade das Prefeituras Municipais.

1962

A Cepisa é constituída, em 8 de agosto de 1962, como Sociedade Anônima e razão social de Centrais Elétricas do Piauí S.A.

No final da década de 60, inicia-se a construção, em padrões técnicos, de um sistema integrado de produção, transmissão e distribuição de energia, possibilitando o surgimento de uma mentalidade empresarial para os serviços elétricos. Em 1969, a Cepisa tem apenas 13.805 consumidores.

1970

Entra em operação a Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, construída pela COHEBE - Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança, e  o Estado  começa a dispor de energia suficiente para possibilitar a implantação de atividades econômicas de grande consumo de energia.

No mesmo ano, a Cepisa incorpora os acervos da Companhia de Eletrificação do Nordeste - CERNE  e da Companhia Luz e Força da Parnaíba - CLFP e passa a ser a única concessionária de distribuição de energia elétrica no Piauí.

De 1973 a 1978, a Cepisa desenvolve um Plano de Eletrificação para o Piauí,  interligando o sistema com a energia hidrelétrica  de Boa Esperança. No final de 1978, ano da conclusão da rede  básica de distribuição, a Cepisa conta  com 93.457 consumidores.

 1982

São construídas as duas grandes subestações de 69/13.8 kV - 40 MVA, nos bairros Jockey e Marquês, em Teresina, interligados à subestação da Chesf. Até então, são as maiores obras da  Cepisa  em porte físico e  volume de recursos.

1987

Lei Estadual nº 4.126 altera a razão social da Cepisa para Companhia Energética do Piauí e amplia o seu campo de ação.

1995

Construção da primeira linha de transmissão da Cepisa em 138 kV com 141 km de extensão - Piripiri/Tabuleiros.

1996

Construídas a subestação Macaúba 69/13.8 kV e 50 MVA, a terceira em Teresina, a linha de transmissão em 69 kV entre Picos/Itapissuma e a subestação Junco, em Picos.

1997

Eletrobrás assume controle acionário da Cepisa.

Iniciado o processo de alienação das ações de propriedade do Estado que integravam o capital social da Cepisa.

Numa primeira fase, a Eletrobrás amplia sua participação acionária na empresa para 48,86% das ações ordinárias e  assume, em 13 de janeiro de 1997,  a gestão da Cepisa  de forma  compartilhada  com o Governo do Estado.

Em 20 de outubro do mesmo ano, a Eletrobrás adquire o controle acionário da Cepisa de 98,8% e assume o compromisso de preparar a empresa para a privatização.

2000

Entra em operação a Subestação Tabuleiros Litorâneos em Parnaíba - a primeira em 138/69 KV com 120 MVA de potência. É energizada a linha de transmissão em 138KV - Piripiri /Tabuleiros.

2005

Energizado o sistema Satélite, em 69 kV,  que inclui  Linhas de Transmissão com 10 km e a subestação 69/13.8 kV - 25 MVA. A potência desta subestação foi ampliada para 45 MVA em 2007.

2006

Executado extenso programa de obras de reforço do sistema de transmissão, incluindo a construção e reforma de subestações, linhas de transmissão em 69 kV  para ampliar a oferta de energia em todo o Estado e facilitar a execução do Programa Luz Para Todos.

2007

Energizada a linha de transmissão, em 69,0 kV, Elizeu Martins/Bom Jesus, com 140 km, proporcionando o aumento da oferta de energia no eixo Bom Jesus a Corrente.

2008

A Eletrobrás cria a Diretoria de Distribuição, cujo diretor assume concomitantemente a presidência das seis empresas distribuidoras sob seu controle, dentre as quais a Cepisa, e inicia uma gestão centralizada em junho de 2008.

2009

Lançado o Plano de Melhoria de Desempenho das Empresas de Distribuição da Eletrobrás para o biênio 2009/2010. Em agosto, é energizada a linha de transmissão 69,0 kV e 82,5 km de extensão, entre Campo Maior e Piripiri.

2010

Em março de 2010, a empresa ganha nova marca e passa a ser apresentada como Eletrobras Distribuição Piauí (agora sem acento). É lançado o Código de Ética Único das Empresas Eletrobras inspirado nas diretrizes contidas no Plano Estratégico 2010-2020.

2011

Chega a milhão o número de consumidores cadastrados na Eletrobras Distribuição Piauí. O Programa Luz para Todos é prorrogado até 2014 e são inauguradas as subestações Simões, Santo Antônio de Lisboa, Regeneração, Ribeira do Piauí, Santa Filomena, Caracol e José de Freitas, em 34,5/13,8 kV e 6,25 MVA, construídas com recursos do PLpT para ampliar a capacidade de atendimento a famílias rurais. É energizada a linha de distribuição em 13,8 kV e 13 km de extensão, entre São Pedro e Água Branca. Em março, inicia a implantação de Terminais de Autoatendimento nas agências da Empresa.

2012

A empresa completa 50 anos de existência. Entram em operação as subestações Poty e Renascença, localizadas, respectivamente, nas zonas norte e sudeste de Teresina. É adquirida a primeira subestação móvel do Estado. A concessionária passa a dispor de um caminhão-escola com a finalidade de disseminar conhecimentos sobre o uso racional e seguro da energia elétrica. É concluída a implantação do sistema de Leitura, Impressão e Entrega Simultâneas-LIES de faturas de energia em todo o Estado. A distribuidora passa a utilizar as tecnologias de cabos multiplexados e de cabos protegidos, respectivamente, em redes de baixa e média tensão.

2013

Entram em operação as subestações Caraúbas e Valença, localizadas em municípios homônimos, e a Polo Industrial, na zona sul de Teresina.

Leia matéria completa: www.ilumina.org.br

Compartilhar

 

 

 



Ver todas de: artigos

 

    Seja o primeiro a comentar esta matéria!