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Postado em: 21/10/2014 - Por: Nonato Fontes - Visitas: 3260

O Papel da mídia e a grande rede

A mídia versos a internet

Qual o papel da mídia em relação a grande rede. Artigo que aborda as dificuldades em se manter no topo das pesquisas os veículos de mídia impresso e televisivo em relação a informação veloz da internet.A  Mídia versos a internet.

O Papel da mídia e a grande rede

Onde estava a mídia informativa, jornais impressos e jornais televisivos, na hora da revolução de informação na rede, seja em blogs, sites ou revistas online? Qual papel ela acha representar nos dias atuais?

 

São perguntas que se faz de acordo com a crescente demanda de acessos a grande rede, onde a notícia se adianta aos telejornais, onde a quantidade de informação se acumula em páginas cujas responsabilidades sobre as verdades se ajeitam de acordo com a vontade de progredir em meio a tantas opções dos internautas.

 

Não se escolhe a qual ou a quem deva ser transmitida a realidade dos fatos, mas a uma gama bastante grande de pessoas que acessam diariamente a internet em busca de alguma coisa que lhes acrescente o grau de conhecimento, seja ele científico ou social, buscando informações do dia a dia, dos fatos políticos, das partidas futebolísticas entre muitos outros, mas separando os que contam os fatos de acordo como eles são daqueles que deturpam a natureza das coisas.

 

Embora, esse tema seja complexo, definirei em poucas linhas a ocasião pela qual me trouxe a essas reflexões, digamos assim, recordações. Até bem pouco tempo atrás nos sentíamos reféns de modelo de jornalismo partidários, até mesmo em partidas de futebol, imagine na política? Não havia, e me parece ainda não há certa definição para quem deva interessar a notícia, o importante é o que no meio jornalístico se chama de encaixe (ganchos), cuja finalidade é apenas estruturar o texto de forma que esse provoque a reação pretendida pela redação, no leitor final.  

 

Mas qual reação isso quer dizer? Claro, não seria a própria do leitor, mas a que lhe provocaria a matéria transmitida, o que não é mais aceito hoje em dia. Vejamos em dois casos específicos, política ou futebol, cuja informação moldada de acordo com a redação e que não agrada seu lado, desacredita no que ouve e no que ler, mesmo que seja verdade, coisa que anda bem difícil acontecer nos dias de hoje imagina antes.

 

Diante disso, relembro as perguntas do início, onde estava a mídia informativa diante da revolução de informações na grande rede? A concorrência já me parece desleal, embora ainda estejamos num patamar baixo de acessos em relação a países desenvolvidos, ocupamos a quinta posição no ranking mundial, talvez pela necessidade de um serviço mais barato que garanta o acesso a todas as classes sociais. Mesmo assim, já podemos sentir as dificuldades dos meios através do desgaste e da queda de audiência em grande parte dos canais televisivos, que antes dominava quase 90% da audiência, chegando hoje a 12% segundo pesquisas atuais. Nada mais é que a desqualificação daquilo que transmite, ou tenta transmitir para os telespectadores.

 

E qual papel ela acha que representa nos dias atuais? Não me parece ser o da informação imparcial, cuja realidade seja universal, mas de acordo com os padrões de cada emissora, de seu lado partidário, apesar de não expor em panos limpos. Isso quer dizer, como já vimos antes, que o leitor ou telespectador final, faz pouco caso do que ver e ouve, deixando mais tarde de acreditar até no que sai de verdade em canais diferentes.

 

Essa perda de credibilidade faz com que sua audiência aos poucos seja trocada pela grande rede, entre os sites, blogs e revistas online, cujas informações já estarão disponíveis bem antes dos jornais. Sem falar no controle do leitor sobre aquele veículo, filtrando, como já dissemos antes, o que ele acha de positivo e descartando o que de negativo apareça. Sempre lembrando que na internet, devido a concorrência, apenas aqueles de qualidade sobreviverão.

 

E qual seria a saída para a mídia televisiva e jornais impressos? Isso seria mais convidativo para um próximo post, visto que antes se faz necessário uma repensada pelos próprios redatores em relação aos avanços dos últimos anos, sobre as opções dos principais interessados em relação às informações nos dias atuais. Não me parece ser redigindo a notícia da maneira que eles acham ser conveniente, mas de acordo com os fatos, para que a distorção passe bem longe, pois logo será desmentida em outros lugares, sem sombra de dúvidas.

 

 

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