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Postado em: 26/08/2015 - Por: Vilebaldo Rocha - Visitas: 1123

Homenagem a Ozildo Albano: Garimpeiro de Memórias

A poesia de Vilebaldo Rocha em homenagem a ozildo Albano, Garimpeiro de Memórias

O Garimpeiro de Memórias, José Albano de Macêdo, prof. Ozildo Albano, nasceu em 20 de novembro de 1930 em Picos.

Homenagem a Ozildo Albano: Garimpeiro de Memórias

Ozildo não tocava a  terra;
                  Ele era a  terra.
Ozildo não admirava a lua;
                  Ele  era  a  lua.
Ozildo  não  olhava   o sol;
                   Ele  era  o  sol.
 
Ozildo era estrela galopante,
Colhendo a essência da vida
E derramando sobre a cabeça dos incautos.
 
Nós, outros, caminhamos ao encontro do futuro;
Ele trilhava em busca do passado
E projetava um futuro mais claro,
Mais sólido.
 
Ozildo Albano.
Nome gravado na pedra
A unhas e dentes,
Em meio aos temporais das línguas efêmeras,
Dos bois encaretados,
Que não enxergam além do nariz.
 
Dia-a-dia na peleja dos anos,
Com as próprias mãos humanas e olhos de lince,
Arrancava os cacos da história
E a flor do eterno brotava dos escombros do passado.
 
Garimpava emoções, tristezas, dores e alegrias:
Quanto não há de sorriso numa carta de alforria!?
Quanto não há de dor!?
Tantas imagens sacras que plantaram fé!
Tantos livros à mão-cheia como diria o poeta!
Tantas fotografias que captaram o tempo!
Assinaturas que registaram fatos, vidas e mortes!
Só assim o futuro faz sentido.
 
Ozildo Albano.
Garimpeiro de memórias.
Estrela galopante abrindo caminhos.

 

Leia o artigo de Vilebaldo Rocha - Ozildo Albano: O Paladino da Cultura Picoense Aqui

 

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